As ondas de calor em Portugal continuam a representar um desafio relevante para a segurança e saúde no trabalho (SST). Com episódios de temperaturas elevadas cada vez mais frequentes e prolongados, as empresas precisam de preparar medidas preventivas que protejam trabalhadores próprios, equipas externas e subcontratados, especialmente em atividades ao ar livre, ambientes industriais, obras, logística, manutenção ou serviços com elevada exigência física.
Em 2026, esta necessidade ganha ainda mais importância no contexto da Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2026-2027, que reforça a prevenção, a melhoria dos sistemas de informação, a vigilância da saúde no trabalho e a consolidação de uma cultura preventiva nas organizações.
Neste artigo, reunimos os principais riscos das ondas de calor no trabalho, as medidas preventivas que as empresas devem aplicar e a forma como a digitalização pode ajudar a comunicar, controlar e registar ações de prevenção em períodos de maior risco.
O que são ondas de calor? Definição e riscos laborais
Uma onda de calor corresponde a um período prolongado de temperaturas muito elevadas face aos valores normais para a época. De acordo com o IPMA, considera-se que ocorre uma onda de calor quando, durante pelo menos seis dias consecutivos, a temperatura máxima diária é superior em 5ºC ao valor médio diário de referência.
Embora esta definição seja útil para análise climatológica, do ponto de vista da saúde e segurança no trabalho, os impactos podem surgir mesmo em períodos mais curtos, quando há exposição intensa ao calor, esforço físico elevado, falta de sombra, ventilação insuficiente ou uso de equipamentos de proteção que dificultem a dissipação térmica.
Principais riscos das ondas de calor no trabalho
Os riscos laborais relacionados com o calor incluem:
- Exaustão térmica e golpe de calor;
- Desidratação;
- Fadiga e perda de concentração;
- Aumento do risco de acidentes de trabalho;
- Agravamento de doenças cardiovasculares, respiratórias ou metabólicas;
- Redução da capacidade física e cognitiva;
- Maior probabilidade de erros em tarefas críticas;
- Desconforto térmico em ambientes interiores sem ventilação ou climatização adequada.
A ACT alerta que as temperaturas elevadas nos locais de trabalho podem reduzir a produtividade, aumentar a fadiga e potenciar a ocorrência de acidentes, o que torna essencial integrar este risco na avaliação preventiva da empresa.
Trabalhadores em maior risco durante ondas de calor
Profissões de alto risco térmico
Os trabalhadores mais expostos ao calor extremo incluem:
- Operários da construção civil;
- Profissionais de logística e transportes;
- Técnicos de manutenção industrial;
- Trabalhadores agrícolas e florestais;
- Trabalhadores de limpeza urbana;
- Soldadores e trabalhadores de fundição;
- Equipas de segurança, vigilância ou controlo de acessos em exteriores;
- Profissionais que realizam trabalhos em coberturas, espaços confinados ou zonas com baixa ventilação;
- Trabalhadores de empresas externas que acedem temporariamente a instalações industriais, obras ou centros logísticos.
Grupos vulneráveis
Atenção especial deve ser dada a:
- Trabalhadores com mais idade;
- Pessoas com doenças crónicas, como hipertensão, diabetes, doenças cardíacas ou respiratórias;
- Trabalhadores que executam tarefas fisicamente exigentes;
- Pessoas que tomam medicação que pode afetar a termorregulação;
- Trabalhadores recém-admitidos ou ainda não aclimatados ao calor;
- Trabalhadores isolados ou com menor supervisão direta;
- Subcontratados que podem não estar totalmente integrados nos procedimentos internos da empresa.
Nos períodos de calor extremo, a vulnerabilidade não depende apenas da temperatura exterior. Também depende da tarefa, da duração da exposição, do esforço físico, do equipamento utilizado, do estado de saúde do trabalhador e da capacidade da empresa para comunicar e controlar as medidas preventivas.
Dados oficiais: impacto das ondas de calor em Portugal
Portugal tem registado episódios de calor intenso nos últimos anos, com temperaturas elevadas em várias regiões do território continental, em especial no interior, no Alentejo, no Vale do Tejo e em zonas urbanas onde o efeito de ilha de calor pode agravar a exposição.
Para as empresas, este contexto exige uma abordagem preventiva mais estruturada. Não basta reagir quando há avisos meteorológicos: é necessário planear antecipadamente, identificar atividades críticas, definir critérios de suspensão ou reorganização do trabalho e garantir que todos os trabalhadores, incluindo empresas externas, recebem informação clara antes de iniciar a atividade.
A Estratégia Nacional para a Segurança e Saúde no Trabalho 2026-2027 reforça precisamente esta necessidade de uma prevenção mais eficaz, baseada em literacia, participação, vigilância da saúde, melhoria dos sistemas de informação e análise de dados em SST.
Medidas preventivas para proteger trabalhadores do calor
1. Gestão de horários de trabalho
Sempre que possível, a empresa deve reorganizar horários e tarefas para reduzir a exposição nos períodos de maior calor.
Medidas recomendadas:
- Evitar atividades fisicamente exigentes nas horas de maior calor;
- Antecipar o início de trabalhos ao ar livre;
- Reorganizar tarefas para períodos de menor exposição solar;
- Alternar tarefas pesadas com tarefas mais leves;
- Aumentar a frequência das pausas;
- Garantir períodos de recuperação em zonas frescas ou sombreadas;
- Avaliar a suspensão de trabalhos não essenciais em situações de risco elevado.
Quando existem subcontratados, estas alterações devem ser comunicadas de forma clara e registada, para evitar que cada empresa externa aplique critérios diferentes ou continue a operar com base em planeamentos desatualizados.
2. Hidratação e cuidados de saúde
A hidratação é uma das medidas mais importantes para prevenir a exaustão térmica.
Boas práticas:
- Disponibilizar água fresca em quantidade suficiente;
- Facilitar o acesso à água nos locais onde o trabalho decorre;
- Incentivar a hidratação regular, mesmo antes de surgir sede;
- Evitar refeições pesadas durante períodos de calor intenso;
- Sensibilizar trabalhadores para sinais de desidratação e golpe de calor;
- Garantir que supervisores sabem identificar sintomas de alerta;
- Disponibilizar meios de primeiros socorros adequados.
Estas orientações devem fazer parte das comunicações preventivas internas e também das instruções transmitidas às empresas externas antes do acesso ao local de trabalho.
3. Equipamentos de proteção individual (EPI) adaptados
Os equipamentos de proteção individual devem ser adequados ao risco da tarefa, mas também às condições térmicas.
Exemplos:
- Vestuário leve, respirável e adequado à atividade;
- Capacetes ventilados, quando compatíveis com o risco;
- Proteção solar para trabalhos exteriores;
- Óculos de proteção solar, quando aplicável;
- Calçado adequado e antiderrapante;
- Coletes refrigerantes em trabalhos prolongados ou de maior exigência térmica;
- Revisão de EPIs que possam aumentar demasiado a carga térmica.
Em determinadas atividades, o EPI obrigatório pode aumentar a sensação térmica e dificultar a dissipação de calor. Por isso, a avaliação de risco deve considerar a combinação entre temperatura, esforço físico, duração da tarefa e equipamento utilizado.
4. Infraestrutura e ambiente de trabalho
A empresa deve adaptar os locais de trabalho para reduzir a exposição ao calor.
Medidas possíveis:
- Criação de zonas de sombra temporárias;
- Instalação de ventilação ou climatização, quando aplicável;
- Disponibilização de zonas de descanso frescas;
- Isolamento de superfícies metálicas ou zonas com acumulação de calor;
- Sinalização de áreas de risco térmico;
- Reforço da ventilação em espaços interiores;
- Planeamento de rotas de circulação que reduzam exposição prolongada ao sol.
Nos locais com circulação de várias empresas, como obras, fábricas, centros logísticos ou instalações industriais, estas medidas devem ser integradas nos procedimentos de coordenação de atividades, para garantir que todos os intervenientes conhecem as regras aplicáveis.
Legislação portuguesa: obrigações legais do empregador
Enquadramento legal principal
Embora não exista uma legislação específica apenas para ondas de calor, o regime jurídico da promoção da segurança e saúde no trabalho estabelece que o empregador deve assegurar condições de trabalho que protejam a segurança e saúde dos trabalhadores.
Na prática, isto implica:
- Avaliar os riscos associados à exposição ao calor;
- Adaptar medidas preventivas às condições reais de trabalho;
- Informar e formar trabalhadores sobre os riscos existentes;
- Garantir meios de proteção adequados;
- Organizar o trabalho de forma segura;
- Assegurar vigilância da saúde quando aplicável;
- Registar medidas preventivas implementadas.
A exposição ao calor deve, por isso, ser tratada como um risco profissional, especialmente quando afeta tarefas críticas, trabalhadores vulneráveis, atividades ao ar livre ou trabalhos realizados por empresas externas.
Recomendações da ACT para períodos de calor
A Autoridade para as Condições do Trabalho recomenda que as empresas adotem medidas de prevenção e proteção perante condições climáticas extremas.
Entre as medidas a considerar estão:
- Monitorizar previsões meteorológicas e avisos oficiais;
- Adaptar horários e ritmos de trabalho;
- Garantir pausas em locais frescos;
- Disponibilizar água;
- Informar trabalhadores sobre riscos e sintomas;
- Reforçar a supervisão em tarefas de maior risco;
- Registar as medidas implementadas.
Para empresas com subcontratados, é importante que estas medidas não fiquem apenas em comunicações informais. Devem ser transmitidas, registadas e integradas nos processos de autorização, acesso e controlo operacional.
Plano de emergência: como agir durante ondas de calor
Protocolo de atuação imediata
Durante períodos de calor intenso, a empresa deve ter critérios claros para ativar medidas adicionais.
Exemplo de protocolo:
- Monitorizar previsões e avisos meteorológicos;
- Identificar atividades e locais com maior exposição;
- Comunicar medidas preventivas a trabalhadores e empresas externas;
- Reorganizar horários, tarefas e pausas;
- Reforçar a disponibilidade de água e zonas frescas;
- Acompanhar sinais de stress térmico;
- Suspender ou adiar trabalhos não essenciais quando o risco for elevado;
- Registar decisões, comunicações e medidas implementadas.
Este protocolo deve ser conhecido pelos responsáveis internos, supervisores, equipas de SST, empresas externas e trabalhadores subcontratados que possam estar expostos ao risco.
Sinais de alerta: como identificar stress térmico
Sintomas iniciais de exaustão térmica:
- Sudação intensa;
- Tonturas;
- Náuseas;
- Fadiga extrema;
- Dor de cabeça;
- Cãibras;
- Fraqueza;
- Pele fria, húmida ou pálida.
Sintomas graves compatíveis com golpe de calor:
- Confusão mental;
- Pele muito quente;
- Temperatura corporal elevada;
- Desorientação;
- Convulsões;
- Perda de consciência.
Perante sintomas graves, a atuação deve ser imediata: afastar a pessoa da fonte de calor, procurar arrefecimento, acionar os meios de emergência definidos e contactar assistência médica.
Gestão de trabalhadores subcontratados durante ondas de calor
A gestão de subcontratados durante períodos de calor extremo requer atenção especial, porque estes trabalhadores podem estar expostos aos mesmos riscos que os trabalhadores internos, mas com menor integração nos canais habituais de comunicação da empresa.
Boas práticas:
- Incluir empresas externas nos planos de prevenção relacionados com calor;
- Comunicar regras específicas antes do início dos trabalhos;
- Confirmar que os trabalhadores receberam instruções adequadas;
- Validar documentação, formação e aptidão quando aplicável;
- Integrar medidas de calor extremo nas autorizações de trabalho;
- Definir critérios de pausa, reorganização ou suspensão da atividade;
- Registar medidas comunicadas e ações implementadas;
- Garantir que supervisores sabem quem está no local e em que condições.
Este ponto é especialmente importante em setores como construção, indústria, energia, logística, manutenção, facilities, agricultura, limpeza técnica ou qualquer ambiente onde várias empresas operam em simultâneo.
Quando a prevenção depende de e-mails, chamadas, folhas de cálculo ou instruções verbais, aumenta o risco de falhas: uma empresa pode não receber a informação, um trabalhador pode iniciar a atividade sem conhecer as medidas aplicáveis ou uma autorização pode ser concedida sem considerar o contexto térmico do dia.
Como comunicar, controlar e registar medidas preventivas
Em períodos de calor extremo, a prevenção não termina quando a empresa define medidas. É necessário garantir que essas medidas são comunicadas, compreendidas, aplicadas e registadas.
Algumas perguntas que a empresa deve conseguir responder são:
- Que trabalhadores e empresas externas estavam no local durante o período de maior risco?
- Que medidas preventivas foram comunicadas?
- Quando foram comunicadas e a quem?
- Que trabalhos foram autorizados, condicionados ou suspensos?
- Que documentação, formação ou aptidões estavam validadas?
- Que evidências existem para uma auditoria ou inspeção?
Esta capacidade de rastreabilidade é cada vez mais relevante numa gestão moderna de SST, alinhada com as prioridades de prevenção, informação e monitorização reforçadas pela ENSST 2026-2027.
Custos dos acidentes relacionados com calor vs. prevenção
Impacto económico dos acidentes térmicos
Os acidentes e incidentes associados ao calor podem gerar impactos significativos para as empresas:
- Paragens de atividade;
- Aumento do absentismo;
- Perda de produtividade;
- Custos associados a assistência médica;
- Reorganização de equipas;
- Atrasos em obras ou operações;
- Danos reputacionais;
- Maior exposição a responsabilidades legais;
- Dificuldades em demonstrar medidas preventivas perante auditorias ou inspeções.
Mesmo quando não há acidente grave, o calor pode comprometer a concentração, aumentar erros operacionais e reduzir a capacidade de resposta dos trabalhadores em tarefas críticas.
Retorno do investimento em prevenção
Investir em medidas preventivas permite:
- Reduzir riscos de acidentes e incidentes;
- Melhorar a continuidade operacional;
- Proteger trabalhadores próprios e externos;
- Reforçar a cultura preventiva;
- Facilitar auditorias e inspeções;
- Melhorar a coordenação entre empresas;
- Reduzir dependência de processos manuais;
- Ganhar visibilidade sobre riscos sazonais.
A prevenção do stress térmico deve ser vista como parte da gestão operacional da empresa, não apenas como uma recomendação pontual para dias de calor.
Tecnologia e inovação: ferramentas para gestão térmica
Sistemas de monitorização
Soluções tecnológicas recomendadas:
- Monitorização de temperatura e humidade;
- Consulta regular de avisos meteorológicos;
- Alertas internos para períodos de risco;
- Registos digitais de medidas preventivas;
- Plataformas de comunicação com trabalhadores e empresas externas;
- Sistemas de gestão integrada de SST
Software de gestão de subcontratados
Um software especializado em gestão de subcontratados permite:
- Centralizar documentação de empresas externas e trabalhadores;
- Comunicar medidas preventivas de forma mais estruturada;
- Registar evidências de comunicação;
- Integrar requisitos de segurança nas autorizações de trabalho;
- Controlar acessos com base em documentação e condições validadas;
- Reduzir falhas associadas a e-mails, folhas de cálculo ou processos manuais;
- Facilitar auditorias e inspeções.
Com o Twind, as empresas podem centralizar a gestão documental, autorizações de trabalho, acessos e comunicações preventivas com empresas externas num único sistema. Isto permite ganhar visibilidade sobre quem está no local, que documentação está validada, que trabalhos foram autorizados e que medidas foram comunicadas antes do início da atividade.
Em períodos de calor extremo, esta rastreabilidade ajuda a garantir que a prevenção não fica dependente de processos dispersos, contactos informais ou verificações manuais difíceis de comprovar.
Preparação para 2025: tendências e prioridades em SST
Cenários climáticos e riscos emergentes
As alterações climáticas tornam os fenómenos de calor extremo um desafio crescente para a segurança e saúde no trabalho. Para muitas empresas, isto significa que os riscos sazonais devem deixar de ser tratados como exceções e passar a fazer parte do planeamento preventivo anual.
As empresas portuguesas devem preparar-se para:
- Ondas de calor mais frequentes;
- Períodos de temperaturas elevadas mais prolongados;
- Maior pressão sobre trabalhadores ao ar livre;
- Necessidade de adaptação de horários e procedimentos;
- Reforço da comunicação preventiva;
- Maior exigência de evidências e registos em SST
Adaptação necessária
As empresas portuguesas devem:
- Desenvolver planos de prevenção para temperaturas elevadas;
- Rever avaliações de risco em atividades expostas ao calor;
- Formar trabalhadores e supervisores;
- Integrar empresas externas nos procedimentos preventivos;
- Definir critérios objetivos para reorganizar ou suspender trabalhos;
- Garantir registo das medidas implementadas;
- Utilizar ferramentas digitais para melhorar controlo, comunicação e rastreabilidade.
A ENSST 2026-2027 reforça a importância de melhorar os sistemas de informação e monitorização em SST. Neste contexto, digitalizar processos preventivos é uma forma de tornar a segurança mais visível, mensurável e controlável.
Checklist para empresas: prevenção de ondas de calor no trabalho
Antes e durante períodos de calor extremo, a empresa deve verificar:
- Existe avaliação de risco para trabalhos expostos ao calor?
- Foram identificados trabalhadores e tarefas de maior risco?
- As empresas externas receberam instruções atualizadas?
- As autorizações de trabalho consideram condições térmicas?
- Há zonas de sombra, água e locais de recuperação disponíveis?
- Os horários foram adaptados quando necessário?
- Supervisores sabem identificar sinais de stress térmico?
- As medidas preventivas foram registadas?
- Há evidência de comunicação com trabalhadores e subcontratados?
- Existem critérios claros para suspender trabalhos de maior risco?
Esta checklist pode ser integrada em procedimentos internos de SST, autorizações de trabalho ou comunicações preventivas enviadas antes de períodos de maior exposição.
Conclusão: Proteger Trabalhadores é Proteger o Futuro da Empresa
A proteção dos trabalhadores durante ondas de calor em Portugal é mais que uma obrigação legal – é uma necessidade estratégica para a continuidade dos negócios. Com as alterações climáticas a intensificarem os eventos extremos, as empresas que investem agora em medidas preventivas estarão melhor posicionadas para enfrentar os desafios futuros.
Em 2026, as empresas devem olhar para o calor extremo como um risco profissional que exige planeamento, comunicação, controlo e evidência. Isto é ainda mais relevante quando existem trabalhadores externos, subcontratados ou várias empresas a operar no mesmo local.
Preparar hoje é evitar acidentes amanhã. A implementação de medidas preventivas, combinada com formação, comunicação eficaz e tecnologia adequada, ajuda a proteger o ativo mais valioso de qualquer organização: as pessoas.
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